The Handmaid’s Tale

“The Handmaid’s Tale” é uma série da Hulu que estreou em Abril deste ano. Esta série foi uma das grandes vencedoras dos Emmys 2017 vencendo 8, entre eles o Emmy de Melhor Série Dramática, Melhor Atriz, Melhor Atriz Secundária e Melhor Realizador de Série Dramática.

Mas afinal do que se trata esta série?

“The Handmaid’s Tale” é uma série distópica baseada no livro de Margaret Atwood publicado em 1985 com o mesmo nome.

Tornou-se, mais de 30 anos depois da sua primeira aparição, num dos produtos audiovisuais de 2017 e num sinónimo do medo nos EUA atuais.

O contexto da série é: num futuro próximo, é criado um estado cristão totalitário que toma o poder nos Estados Unidas da América que agora é a República de Gilead. Tudo isto devido a uma epidemia que deixa infértil a maioria da população feminina e à poluição ambiental. A sociedade é então organizada por líderes militares que chefiam com base na hierarquia e criam novas classes sociais. Estes líderes interpretam a Bíblia de uma forma extremista que retira de modo progressivo todos os direitos elementares das mulheres.

Em Gilead, as mulheres não podem ter dinheiro, ter propriedades, trabalhar, ler, e, no final, não podem usar o próprio nome. As poucas mulheres férteis que restam são roubadas à sua família e reeducadas na lei do Senhor pelo sistema. Depois deste processo são entregues a uma família de elite que não pode ter filhos. Tornam-se assim em “Handmaids” e têm de ser submetidas periodicamente a uma “ceremony”, termo dado à violação que são sujeitas para que possam engravidar e gerar o filho do casal. É assim que acontece: a esposa senta-se na cama e entre as pernas desta está a cabeça da handmaid, deitada de barriga para cima e de pernas afastadas enquanto o marido consuma o ato.

Este é um dos momentos mais violentos alguma vez filmados para a televisão.

As outras mulheres como as  inférteis, divorciadas ou mal casadas entram no esquema e tornam-se freiras que vigiam as handmaids ou então são enviadas para colónias para limpar lixo tóxico e, por fim, morrer. Mulheres que gostam de mulheres e homens que gostam de homens são perseguidos, torturados e assassinados.

A série segue a história de Offred (Elizabeth Moss), que tenta sobreviver a esta opressão com monólogos interiores carregados de ironias e insultos que não diz mas que a salvam da loucura depois de lhe terem retirado a filha e, presume-se, assassinado o marido.

A atriz tem um desempenho notável e merecedor do Emmy que venceu. Esta comunica com o público através do olhar e das suas expressões, que mudam constantemente. É um desempenho cheio de insinuações e de silêncios preenchidos pelos feixes de luz que atravessam as salas onde está. Aliás, a luz e a cor e o guarda-roupa são outros dos personagens desta série.

Pessoalmente, já tinha visto esta série muito antes do “buzz” que recebeu durante estas últimas semanas. No início foi um pouco difícil assistir a cenas super desrespeitadoras e violentas para com as mulheres. Mas, à medida que foi assistindo apercebi-me que todos devíamos de ver esta série.

Muitas das coisas que se passam na série, infelizmente, podem ser  relacionadas com o que está a acontecer atualmente no mundo. Esta série cativou-me e fiquei colada ao computador! Mal posso esperar para que chegue a segunda temporada!

Acreditem, no início vai custar mas vai valer a pena quando chegarem à season finale!

Aqui fica o trailer da série:

 

Já alguém assistiu a esta série?

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Beijinhos! 

 

 

 

 

 

 

 

 

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